Necrologia

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Frei Leonardo de Fellette

18/05/1891
14/07/1955

18.05.1891 - Fellette d'Ezellino/Itália
14.07.1955 - Joaquim Távora/Paraná

Frei Leonardo nasceu em Fellette d'Ezzelino (Itália), diocese de Vicenza, aos 18 de maio de 1891. Entrou no seminário Diocesano de Pádua, onde cursou o ginásio, passando para a nossa Ordem e vestindo o hábito em Bassano del Grappa aos 10 de outubro de 1908 e onde fez sua primeira profissão (12.05.1909). Completou seus estudos de filosofia e teologia em údine e Veneza. Na igreja de Santa Inês, em Veneza, foi ordenado sacerdote aos 22 de junho de 1916 pelo cardeal patriarca Dom Pedro La Fontaine.

Atraído pelo ideal missionário, no dia 16 de novembro de 1922 zarpou para o Brasil com o terceiro grupo missionário, chegando em Santos, SP, aos 3 de dezembro do mesmo e, no dia 5, partiram rumo a Jaguariaíva.

Trabalhou com grande espírito de sacrifício em todas as residências do norte pioneiro. Com ânimo generoso entregouse a servir os irmãos. Espírito criativo e construtor, por onde passou deixou algo que testemunha sua dinamicidade.

Sua atividade apostólica em Jaguariaíva (1923-1924; 1931; 1940-1941), em São José da Boa Vista (1924-1930), Carlópolis (1931), Tomazina (1932-1936), Santo Antônio da Platina (1937-1939), Joaquim Távora (1941-1955) onde faleceu aos 14 de julho de 1955.

A ação de Frei Leonardo foi marcante em Joaquim Távora. Terminou e decorou a igreja matriz, inaugurada pelo bispo diocesano Dom Fernando Taddei aos 18.12.1938. Construiu amplo e confortável colégio, confiado às religiosas da Sagrada Família. Adaptou uma casa existente como hospital com capacidade para 20 leitos, que mais tarde foi remodelado e ampliado. Em Tomazina terminou a atual igreja matriz e construiu o colégio Nossa Senhora das Dores.

Construiu ou continuou igrejas, capelas, hospitais, casas paroquiais em São José da Boa Vista, Carlópolis, Tomazina, Quatiguá, Santo Antônio da Platina e Joaquim Távora. Em Tomazina edificou a casa paroquial, o hospital, o colégio e a Santa Casa.

Não obstante seu caráter forte se fazia amar pela sua bondade e compreensão. Era estimado e amado pelos confrades e pelo povo, pelas autoridades civis.

Sua saúde, abalada por um ataque cardíaco, não diminuiu seu amor para com os pobres sofredores. Seu último gesto, sua última corrida foi procurar recursos para os seus queridos doentes necessitados.

Passou uma temporada em Guaratuba (1954) como reitor da igreja e para descansar um pouco. Melhorando um pouco quis retornar à sua ex-paróquia de Joaquim Távora, onde chegou em maio de 1955. Aos 12 de setembro de 1955, logo depois do almoço, Frei Leonardo foi deitar para o descanso, mas teve um derrame cerebral. Durou dois dias e duas noites inconsciente, vindo a falecer aos 14 de setembro às 17 horas.

Frei Leonardo tinha pressentido sua morte. Poucos dias antes, tinha dito a Frei Norberto De Carli, seu auxiliar: "Caro frei, você não acredita, mas pedi a São José três graças: 1ª- a graça de Deus; 2ª- um derrame; 3ª- morrer sem que ninguém me toque. Quando era pequeno, minha mãe fazia de mim o que queria; agora que sou pároco, não quero nada mostrar a outros".

Rodeado pelos confrades e na presença do Senhor Bispo de Jacarezinho, Dom Geraldo de Proença Sigaud, piamente faleceu. Seu enterro foi grandioso: superiores, muitos confrades, representantes de Institutos Religiosos, as autoridades em peso e uma multidão.

Frei Leonardo mostrava um aspecto duro, mas tinha um cerne bom. Homem rude, mas íntegro, reto, trabalhador, pai dos pobres, homem de oração. Toda sua vida foi uma guerra, mas sempre com retidão de consciência.

Frei Leonardo foi sepultado no cemitério local. Mais tarde, por iniciativa do pároco Padre. João e com a autorização e bênção de Frei Patrício de Nébola, então Comissário Provincial, aos 30.07.1961 seus restos mortais, juntamente com os de Frei Francisco de Capodístria, foram solenemente transladados para a Igreja Matriz daquela cidade. Sobre a sua sepultura foi colocada uma lápide com estes dizeres: "Aqui jaz / o saudoso vigário / padre Leonardo capuchinho de Fellette / Italia: 18.05.1891 / Joaquim Távora: 14.07.1955 / Benemérito apóstolo / da juventude e dos pobres".

Frei Samuel Lago de Cittadella

23/04/1884
15/07/1967

23.04.1884 - Cittadella/Itália
15.07.1967 - Conegliano/Itália

Nasceu em Cittadella (Itália), diocese de Vicenza, no dia 23 de abril de 1884, inserindo-se na coroa de sete irmãos. Como ele, outros cinco consagraramse ao Senhor Seu nome civil era Pacifico Lago. Seus pais chamavam-se Pietro Lago e Giovanna Baggio. Foi batizado no dia .04.1884. À crisma foi em 1892, em Rosá, diocese de Vicenza..

Recebeu o hábito capuchinho aos 10.05.1908, em Bassano del Grappa e teve por mestre de noviciado frei Teodoro de Codróipo. O provincial de então chamava-se frei Serafim de Údine. A profissão temporária foi aos 12.05.1909. Em Rovigo, aos 19.11.1907, emitiu a profissão perpétua, nas mãos de frei Marino de Valstagna.

Fez parte do quarto grupo de missionários vênetos às terras do Paraná, partindo (17.09.1925) com o navio Duque d'Aosta, e chegando em Jaguariaíva aos 7 de outubro de 1925. Trabalhou em diversos lugares como irmão leigo, auxiliando na pastoral e nos trabalhos de casa: Jacarezinho (1925-1927), Santo Antônio da Platina (1928-1929; 1932-1933; 1937-1940), Tomazina (1929-1931), Cerro Azul (1933-1935), Butiatuba (1935-1936), Capinzal (1941-1945), Barra Fria (1946), Cerro Azul (1947-1950).

Sempre conservou uma alma de criança: aberto, jovial, cordial, não conhecia malícia. Cultivava uma piedade filial e profunda. Sempre pronto, imitando fielmente o Samuel bíblico. Delicado com todos, participava das alegrias e dores alheias. Amantíssimo do trabalho que executava até quase escrupulosamente. Tudo isso incessante até ao fim de sua longa caminhada.

Onde porém seu espirito dócil brilhou com maior força foi na estadia de 25 anos em terra paranaense. Desdobrou-se em auxiliar superiores, confrades e todos os irmãos. Onde residia, dedicavase de modo extraordinário à catequese das crianças e adultos, principalmente em Santo Antônio da Platina. Muito trabalhou para a construção do primeiro educandário Santa Terezinha, também em Santo Antônio da Platina.

Com freqüência podia ser visto, à noite, fazendo a Via Sacra. Era amado pelo povo onde trabalhou. Após seu retorno definitivo à Itália, pessoas de Santo Antônio da Platina ainda o lembravam e, com certo orgulho, diziam terem sido seus alunos de catequese.

Foi um autêntico herói dos "Fioretti". Figura singular que não seguia os exemplos, mas imitava à letra os primitivos heróis da nossa bela e santa reforma capuchinha: na cozinha, na sacristia, na pastoral paroquial.

Retornou à Província em agosto de 1950, juntamente com Frei Doroteu Coltri, quando este visitou seus familiares. Durante a viagem de navio, tornou-se conselheiro de muita gente, dava suas receitas, era admirado pela sua simplicidade, benquisto porque sempre alegre e brincalhão.

Queria muito retornar ao seu trabalho no Paraná e Santa Catarina, mas os superiores julgaram oportuno prosseguir suas atividades na Província de Veneza.

Em Conegliano, enfermaria provincial de Conegliano, aos 15 de julho de 1967, entrou na glória eterna a alma do bom frei Samuel. Era sábado, vigília de Nossa Senhora do Carmo, que ele tanto amava. Viveu 83 anos, dos quais 53 servindo os irmãos. Encerrou seu peregrinar com os braços erguidos segurando entre as mãos o santo terço. Os confrades que naquele momento o rodeavam unanimemente exclamaram: "Frei Samuel foi para o paraíso".

Sua memória permaneça como bênção e seu fúlgido exemplo estimule para exercer o bem, com espírito franciscano capuchinho. Seus restos mortais repousam no cemitério de Conegliano, Itália. 

Frei Miguelângelo Grigoletto de Cartigliano

01/03/1906
18/07/1970

01.03.1906 - Cartigliano/Itália
18.07.1970 - Curitiba/Paraná

Nasceu na Itália (Cartigliano, Província e Diocese de Vicenza), no dia 1 de março de 1906.

Após servir o Exército Italiano, ingressou na Ordem. Fez o noviciado em Bassano del Grappa, deixando-se plasmar pelas mãos do mestre Frei Rufino de Cadore. Com serenidade emitiu seus votos temporários a 4 de outubro de 1931. Iniciava uma vida exemplar, silenciosa, obedecendo humildemente. No dia 21 de outubro de 1934 -a festa de Cristo Rei-, Frei Miguelângelo entregou-se totalmente com sua profissão perpétua ao serviço do Grande Rei.

Com Frei Doroteu Coltri viajou de Veneza até Nápoles, onde com o navio Oceania, iniciou sua viagem missionária ao Paraná aos 09 de dezembro de 1937. Recebido em Santos, chegou em Curitiba aos 30 de dezembro do mesmo ano.

Inicialmente permaneceu uma temporada em Jaguariaíva (1938). Em seguida trabalhou como assistente do seminário em Butiatuba (1939-1941) e em Barra Fria (1942-1946), como sacristão e auxiliar em Curitiba (1942; 1947-1957). Como cozinheiro e auxiliar esteve em Siqueira Campos (1958; 1965-1966), em Ponta Grossa na Imaculada Conceição (1961-1965). Passou os últimos anos em tratamento no convento das Mercês, em Curitiba (1968-1970).

Na noite do dia 18 de julho de 1970, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, faleceu com 64 anos de idade e 40 de vida religiosa capuchinha. Seu corpo foi velado na igreja de Nossa Senhora das Mercês e, sendo Domingo, muita gente esteve ao lado rezando. A misa exequial (15h30) foi muito concorrida porque o frei tinha trabalhado por vários anos ao serviço dessa nossa igreja. O coral Pio XII acompanhou toda a missa com suas melodias. Seu corpo foi transportado para Butiatuba, acompanhado por dois ônibus e 23 carros. Com o canto Mais perto de meu Deus, seus restos mortais desceram ao túmulo onde aguardam a ressurreição.

Vida vivenciada no genuíno minorismo de irmão não clérigo: assistente nos seminários, cozinha, sacristia, portaria e no calvário de sua prolongada doença. Religioso humilde, realizado na sua vocação franciscana. Contemplativo, vivia a falar com Deus no silêncio da igreja das Mercês e, por isso, as pessoas o procuravam para saber o que Deus lhes queria dizer. Era um sinal vivo, tangível, que falava de nossa vida em demanda ao Reino de Deus.

Descansa na capela de Butiatuba esperando a alegria da ressurreição.

Frei Maximiliano Guido Antônio Bontorin

12/06/1920
19/07/1995

12.06.1920 - Colombo/Paraná
19.07.1995 - Curitiba/Paraná

Frei Maximiliano era filho de Pedro Bontorin e Isabel Costa Bontorin. Nasceu em Colombo, Paraná, aos 12 de junho de 1920.

Ingressou para o seminário Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba, Paraná, aos 20 de fevereiro de 1930, sendo diretor Frei Ricardo de Vescovana, e fez parte dos primeiros seminaristas da Missão.

Sua vestição ocorreu aos 2 de julho de 1935, também nas Mercês, tendo como mestre de noviciado Frei Barnabé de Guarda Vêneta. Professou os votos temporários aos 5 de julho de 1936 também em Curitiba diante do superior da Missão, Frei Inácio de Ribeirão Preto. Em nossa igreja das Mercês emitiu seus votos perpétuos aos 2 de maio de 1943, quando Frei Barnabé Ivo Tenani era o superior provincial.

Recebeu a ordenação sacerdotal em Curitiba, na igreja do Imaculado Coração de Maria, dos Padres Claretianos, aos 19 de dezembro de 1943, sendo ordenante o arcebispo de Curitiba, Dom Ático Eusébio da Rocha.

Frei Maximiliano possuía memória brilhante e conhecia trechos da Bíblia de cor. Amava as flores e as crianças. Sorria e se encantava com a alegria e o sorriso das crianças. Admirava a chuva e a natureza. Era modesto nas brincadeiras. Um sofredor resignado, paciente. Homem de livros: gostava de ler, pesquisar. Grande devoto da Eucaristia, de Nossa Senhora e de Santa Teresinha. Um capuchinho simples, fiel e perseverante até a morte.

Nunca foi superior e sempre atuou como coadjutor e confessor. Atendia os penitentes até altas horas da noite. Desde pequeno mostrava-se escrupuloso. Apesar de certas caçoadas dos companheiros, nunca se revoltava, mas se recolhia em silêncio. Deu grandes exemplos de oração e sacrifício. Como adulto, viveu a grande responsabilidade de fé, de oração e de serviço; como criança, viveu a simplicidade, a singeleza própria dela; como adolescente, viveu a vitalidade, o dinamismo e a energia desta fase.

Ao longo dos seus 51 anos de sacerdócio trabalhou em Barra Fria, Santa Catarina, (1941-1942) ainda como clérigo, Butiatuba (1943; já sacerdote), Curitiba (1944; 1958-1960; 1995), Barra Fria (1946-1948; 1957), Jaguariaíva (1950; 1953-1954), Tomazina (1950), Venceslau Braz (1951-1952), Bandeirantes (1952; 1969-1981), Uraí (1955), Engenheiro Gutierrez (1956), Mandaguaçu (1956), Londrina (1961-1968), Siqueira Campos (1992).

No início de seu sacerdócio atuou como professor e depois como vice-superior e vigário paroquial. Em algumas paróquias, dedicava parte de seu tempo em copiar os registros de casamentos, batizados. Em Mandaguaçu, por exemplo, copiou mais de 900 batizados; em Bandeirantes, 3.600 batizados; em Arapongas, 1.300 batizados.

Em seus últimos anos a saúde decaiu bastante. Veio para a enfermaria provincial e aí, aos 19 de julho de 1995, às 19h20, faleceu placidamente. O laudo médico constatou parada cárdio-respiratória, arritmia cardíaca e doença de Parkinson. As exéquias foram realizadas na capela do convento Santo Antônio, em Butiatuba, Paraná, com a presença de Frei Atílio Galvan, Ministro provincial, grande número de freis, parentes e amigos.

Na ocasião, alguns freis prestaram depoimentos sobre a vida de Frei Maximiliano.

Frei Alcides Rossa

Frei Maximiliano era um eterno adolescente, de memória brilhante, conhecia trechos da Bíblia de cor... Amava as flores e as crianças, admirava a chuva e a natureza. Era modesto nas brincadeiras. Um sofredor resignado, paciente. Homem dos livros: gostava de ler, pesquisar. Era devoto de Nossa Senhora e Santa Terezinha.  Um simples franciscano: viveu o que assumiu. Fiel e perseverante até a morte!

Frei Eugenio Nickele:

Convivi com Frei Maximiliano durante todo o tempo de seminário, noviciado, Filosofia e Teologia. Foi um homem simples, cândido, humilde. Nunca foi superior: sempre atuou como coadjutor, confessor.  Não criticava, nem se portava com ares de superioridade, de soberba, de vanglória, mas com humildade. Desde pequeno era muito escrupuloso e isto lhe foi causa de doença e caçoada dos companheiros.  Porém, nunca se revoltava, mas se recolhia em silêncio. Não criticava os superiores. Ao ouvir piadas pesadas,  dizia: Ó Maria concebida sem pecado;. Atendia muito bem na confissão e gostava muito deste ofício. Era devoto da Eucaristia,  Nossa Senhora Imaculada e Santa Terezinha.

Frei Euclides Bonamigo:

Aos 11 anos de idade, eu era um menino que ainda usava calças curtas e Frei Maximiliano me deu a Primeira Eucaristia. Quero agradecê-lo.

Frei Alvadi Pedro Marmentini:

Tive a graça de viver três anos com Frei Maximiliano. Afetivamente ele era de uma grande riqueza interior, mas não a  manifestava tanto. Aprendi dele o espírito de oração e sacrifício. Não esquecia os aniversários das pessoas, escrevendo-lhes. Valorizava-as. Dizia que saindo de Bandeirantes não iria durar muito tempo porque se apegou demais ao povo. Brincava muito com ele por causa dos seus escrúpulos. Perguntava-lhe qual o seu maior desejo lá no céu, como devoto de santa Terezinha, se não queria namorá-la  e ele dizia: é, se fosse possível... era isso  que eu queria...

Rosa Bontorin irmã do Frei Maximiliano:

Quero agradecer de forma muito singela, em nome de toda a nossa família, a todos os que o amaram e entenderam suas limitações e principalmente o carinho com que os Freis enfermeiros o trataram.

Frei Luiz de Bassano

25/07/1965

21.08.1893 - Bassano del Grappa/Itália
25.07.1965 - Curitiba/Paraná

Em Bassano del Grappa (Itália), diocese de Vicenza, nasceu frei Luiz, filho de Jacó Fornasiere e Elisabete Alessi. Com 11 anos entrou no seminário de Verona. Vestiu o hábito capuchinho a 1 de julho de 1908 em Bassano del Grappa, tendo como mestre frei Teodoro de Codróipo, que o moldou em capuchinho austero e rijo.

Interrompeu os estudos para combater como Alpino na Guerra Mundial de 1914-1918. Completou os estudos de filosofia em Pádua e os de teologia em Veneza. Pelas mãos do Cardeal Patriarca Pedro La Fontaine foi ordenado sacerdote aos 6 de fevereiro de 1921.

Frei Luiz, dotado de mente aberta e perspicaz como o cimo de suas montanhas, possuía uma ótima oratória, fluente e forte como as águas do rio Brenta. Possuía um gosto peculiar pelas cores e pelas belas artes, recebido dos panoramas bucólicos do vale de Bassano.

Por estes seus dotes permaneceu por dez anos como Diretor do Bollettino Franciscano, em Pádua. Ao mesmo tempo ensinou literatura no estudantado de filosofia e percorreu os púlpitos das grandes cidades italianas.

Possuía alma de poeta, de místico e de missionário. A cátedra, a pena, os púlpitos não conseguiram reter lhe o coração desejoso de doar se completamente aos irmãos de além mar. Pediu para ser enviado como missionário.

Seu desejo realizou se quando, aos 12 de dezembro de 1939, embarcava em Nápoles no navio Oceania, com os estudantes de teologia freis Tito Olivetto e José Nereu Bassi, rumo ao Paraná, no Brasil. Após sua chegada a Santos, SP (29.12.1939), no dia último do ano encontrava-se no convento das Mercês, em Curitiba.

Após um período passado em Curitiba, atendeu pastoralmente os seguintes lugares: Capinzal (1940-1941), Cerro Azul (1942), Tomazina (1943-1948; 1953-1954), Jaguariaíva (1950), Eng. Gutierrez (1951), Jataizinho (1955-1956), Santo Antônio da Platina (1957), Siqueira Campos (1958-1961), Curitiba (1961-1965) onde faleceu.

Viveu na obediência franciscana em todos os setores e atividades da nossa Província: casa de formação, pregação de retiros e pastoral paroquial.

Aperfeiçoou seu bom gosto pelo desenho e arquitetura com cursos por correspondência no Brasil. Animado pelos superiores, projetou e desenhou várias casas, igrejas e conventos. São dele os projetos do convento e matriz do Senhor Bom Jesus em Ponta Grossa, do convento Nossa Senhora de Fátima de Siqueira Campos, da casa paroquial da Imaculada Conceição em Ponta Grossa, da matriz São Francisco, em Umuarama e da Igreja Matriz de São Lourenço d'Oeste. Dirigiu a construção do Seminário Santa Maria, em Irati no ano de 1951.

Sempre honrou a identidade de capuchinho em toda parte. E isso era conseqüência de sua vida ascética e de oração que sempre cultivou escrupulosamente.

Faleceu com 72 anos no Hospital Nossa Senhora das Graças, aos 25 de julho de 1965 e foi sepultado na capela-cemitério de Butiatuba.

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